Shin Sekai Yori

Eu sei, mais problemas com atraso e etc…culpem alguém aí e divirtam-se!

Eu planejava fazer um megapost sobre a temporada de Outubro mas já não há tanto tempo para isso, então eu decidi falar um pouco sobre o que estou acompanhando nessa temporada e quais as minhas apostas, um anime de cada vez.
Começando por, Shinsekai Yori.
Novo Mundo

Shinsekai Yorié adaptado da light novel de mesmo nome, escrita por Yusuke Kishi, autor da novel The Crimson Labyrinth que eu pretendo comentar em outro post.
O anime se passa no japão um milênio no futuro, após a humanidade ser substituída por uma nova raça que possui habilidades sobrenaturais como telecinesia e certas variações.

A história gira em torno de um grupo de jovens, a protagonista se chama Saki Watanabi, que despertou suas habilidades sobrenaturais bem depois de seus amigos de infância Shun Aonuma, Satoru Asahina, Maria Akizuki Mamoru Itou. Juntos eles estudam e aprendem a dominar seus poderes  em uma escola acadêmica para os jovens.
Com o ponto de vista quase sempre da protagonista Saki, ela e seus amigos vivem quase que em uma utopia onde esses novos humanos controlam seus poderes perfeitamente e seguem rigorosamente as regras sociais impostas pelos chamados “Anciões”.

Até onde vai a perfeição dessa utopia e criaturas tão superiores?

O anime tem quase sempre um visual sereno muito bem feito, muitas cenas onde é possível ver a beleza e perfeição desse “novo mundo” e como eles são bem diferentes de nós, os novos humanos vivem em grandes cidades que são muito mais parecidas com vilarejos do japão antigo, a natureza está sempre presente e tudo parece fazer parte dela, formando um contraste enorme a nossa situação atual.
Nessa nova humanidade, os jovens começam a despertar seus poderes geralmente depois dos dez anos de idade, podendo variar bastante depois disso, a partir do despertar, uma série de rituais é realizada a fim de que o jovem consiga obter um certo nível de controle de suas habilidades para poder frequentar a escola.
Os professores da escola se mostram muito calmos, mantendo a seriedade e controle acima de tudo, pois é neste local que os jovens aprendem matérias parecidas com as nossas atuais e também a ter mais controle sobre seus poderes e a seguir mais regras.

Mas no inicio tudo era assim tão pacífico?

O começo do primeiro episódio é algo realmente intrigante, a cena é completamente o oposto do que é mostrado no resto do episódio inteiro. É praticamente um massacre feito por crianças e adolescentes que parecem estar usando algum tipo de habilidade e tudo se passa na Tóquio atual.
Não se parece um ataque organizado nem nada do tipo, mas não parece um incidente também, o suspense se torna ainda maior por não saber até onde os personagens do “novo mundo” sabem sobre isso, se é algo de sua história e como isso é retratado na vida deles.
Pouco a pouco esses humanos superiores se mostram com certos defeitos, principalmente os adultos que parecem sempre estar escondendo algo, muitas vezes parece ser apenas uma coisa de pais sendo cuidadosos mas outras vezes parece ser todo aquele controle inicial se mostrando com mais frequência.


“Demônios? monstros? no mundo perfeito?”

Outra coisa que chama muita atenção são as lendas dentro do cotidiano das crianças e jovens, a mais falada e temida é a de um gato fantasma que sequestra crianças que usam seus poderes sem supervisão de adultos ou abusam deles sem motivo. Outra lenda que faz parte de um livro usado nas aulas conta sobre um garoto muito inteligente que cresceu muito orgulhoso de sua superioridade, rapidamente ele foi se isolando das pessoas e criando um grande karma dentro de si…por fim ele perdeu toda a sua humanidade e se tornou um “Demônio de Karma” que destruindo o que havia ao seu redor, mesmo na solidão ele percebeu que a sua existência só piorava o mundo e dirigiu o seu corpo até o fundo de um pântano, onde se afogou em silêncio…

Outras histórias são apresentadas em sala de aula e em conversas entre os alunos, sobre criaturas assustadoras, desaparecimentos, mortes e tudo isso trás um suspense ainda maior entre os personagens pois nem eles sabem no que acreditar as vezes.
Isso tudo causa um impacto muito forte nos episódios seguintes, quando tudo começa a se mover de verdade e mesmo que sem querer, aquele grupo de jovens começa a se aventurar nesse mundo e desvendam coisas sobre o passado e até mesmo sobre o presente que eles achavam conhecer bastante. Pouco a pouco uma cortina entre a utopia e o desastre vai se mostrando e mais dúvidas vão surgindo na trama e nos personagens que se perguntam entre saber ou não o que aconteceu ou se existe outra realidade.

E então, vale a pena?

Bem, inicialmente eu faria uma review do que eu achei até onde eu assisti, que foram todos os sete episódios que saíram até agora, mas, como eu realmente não quero dar spoilers porque eu realmente acho que esse anime vale a pena e estou aqui apostando nada mais do que a minha dignidade, irei apenas falar sobre as primeiras impressões.
Tem uma animação muito bem feita da A-1 Pictures que é famosa por certos títulos populares atualmente como Aoi no Exorcist, Persona, Fairy Tail e outros, vale dizer também sobre o 3D dentro de certas partes que é lindo e consegue se encaixar bem onde foi posto, geralmente na parte das lendas, que traz bastante surrealismo.
Os personagens são bem interessantes, cada um com uma personalidade distinta mas que parece ser meio escondida atrás de todas aquelas regras.
Sem comentários sobre a trama, toda essa sinopse me comprou na hora!
Agora sobre o a light novel, eu ainda não li nada e tudo que sei é que ela mostra ainda mais a diferença desses novos humanos e se mostra bem mais adulta tanto que contem bastante ecchi e possui um pouco mais de contos e explicações que tornam a obra mais completa. Eu realmente preciso ler isso!
“Finalmente um anime que o Yune aposta e não tem yuri nem yaoi!” – Fail, o anime e light novel contém sim yuri e yaoi e o estúdio de animação confirmou que vai rolar no anime também! also, vão se catarem /o/
Por fim eu tenho a obrigação de comentar sobre a trilha sonora que é simplesmente impecável! sem mais.
E vou adicionar um pouquinho dos 40 segundos iniciais que me fisgaram completamente para essa aventura(bem pouco!) além do encerramento que eu acho maravilhoso.

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Theresia: Dear Emile [Preview]

Querida Emile…

E aí, todo mundo curtindo o Halloween? A equipe do Neruki-ya certamente está! Em comemoração a data, apresento a vocês, queridos leitores, mais um jogo de terror/survival para aqueles que desejam curtir a noite a la mode. Dessa vez, um título consideravelmente desconhecido e bastante peculiar: Theresia: Dear Emile, ou apenas Theresia para os mais íntimos. Publicado em 2008 pela Aksys Games  (999: Nine Hours Nine Persons Nine Doors) e desenvolvido pela WorkJam, Theresia chama a atenção por ser um dos poucos títulos adultos, classificado para idades maiores de 15 anos, para o Nintendo DS e DSi. À época de lançamento, o título não impressionou a grande massa — o que não é propriamente raro em se tratando de jogos que sobrepõe historia a gameplay e gráficos — e caiu na obscuridade. Injustiça? Isso depende. Theresia de certo não é um jogo para as massas — direcionado para um público bastante específico, o título possui certas particularidades que só bons apreciadores de historias podem de fato contemplar. São esses apreciadores — e considero-me parte desta estirpe — que verão em Theresia mais do que um bom jogo, uma historia perturbadoramente bela sobre a mais obscura forma de amor: o obsessivo.

Cheirava a sangue… era vermelha como sangue…

Theresia começa com o despertar de uma jovem em um quarto escuro e soturno. Ela, como de praxe, de nada se lembra; nem ao menos de seu nome, ou de seu rosto. Esta jovem é a protagonista, e o jogador toma controle dela logo ao fim da cena inicial. Você, por ver o mundo com os olhos dela, sabe tanto sobre ela quanto ela mesma — ou seja, não sabe nada. Não sabe qual sua aparência ou onde está — sabe, entretanto, que este lugar não é seguro e que terá de encontrar alguma saída o quanto antes; perigosas armadilhas espreitam cada canto do que ela descobre, ao sair do quarto, ser apenas o porão de um complexo enorme, abandonado e sombrio. Sua única dica, a palavra “Theresia”, escrita com o que parece ser sangue em uma folha de papel. Sua única esperança, evitar as perigosas armadilhas que a cercam, meticulosamente escondidas, e ascender para sua prometida liberdade. E, no meio de tudo isso, fragmentos de memórias perdidas, espalhados pelos corredores e quartos que aguardam sua visita, esperando para serem recuperados.

Maylee, você acredita no amor…?

Theresia possui duas diferente formas de jogabilidade: exploração e investigação. No modo de exploração, o jogador locomove-se pelos corredores 3D que formam o complexo em que a confusa protagonista está presa. Neste modo, ícones aparecem sobre objetos com que o jogador pode interagir, como portas. Para interagir com esses ícones, basta tapeá-los com o stylus. Também é possível andar com o stylus, tapeando as setas na tela sensível para indicar a direção. Sempre que o jogador entrar em um quarto, o modo automaticante muda para investigação — neste modo, o jogador deve explorar uma bela ilustração do quarto em que tiver entrado para encontrar itens e resolver puzzles. Embora neste modo o jogador não possa mover-se, ele é muito mais interativo do que o modo de exploração: a protagonista pode olhar, tocar, e usar itens que já tenha em seu inventório em si mesma.  Para olhar e tocar, basta arrastar, com o stylus, os ícones em forma de olho e mão do menu para o local da ilustração que deseja-se investigar. Para usar itens, basta arrastá-los do inventório para o ícone em forma de um perfil feminino entre a barra de vida e os ícones em forma de olho e mão, no menu. Pode soar confuso, mas de fato, não é. Em ambos os modos, o jogador conta com um mapa do andar em que estiver na tela superior do DS. Interessante notar que, embora todas as ações possam ser realizadas com o stylus, podem ser, também, realizadas com os botões do DS.

Amor…? Não fale besteiras.

Mas este não é um jogo de pura exploração. Bem, é, mas com um porém: armadilhas. Armadilhas são a grande alma da gameplay de Theresia, por assim dizer. Você encontrará armadilhas apenas no modo de investigação, mas a quantidade em que elas aparecem fazem este “apenas” pouco valer. Todos os quartos do complexo que você explora durante o jogo estão armados até a boca com armadilhas de todos os tipos — maçanetas eletrizadas, gavetas cheias de agulhas pontiagudas, o objeto mais inocente pode provar-se uma experiência dolorosa. Olhar antes de tocar ajuda, mas faz pouco: detectar armadilhas não é o forte da encurralada protagonista. Você possui uma barra de vida, disposta no menu; algumas armadilhas tiram muita vida, outras pouca, mas apalpar seus arredores cegamente certamente não trará à protagonista sua almejada liberdade. Ou sim, de certa forma — quando a barra de vida se esgotar, será Game Over para você e a jovem que controla. Qual a solução, neste caso? Ao decorrer do jogo, você encontrará itens escondidos nos quartos que explorar que lhe serão muito úteis: elixires, para recuperar vida, e 2×4, pedaços de madeira com que a protagonista pode cutucar cantinhos que você acredite serem suspeitos e, dessa forma, detectar armadilhas escondidas (os 2×4 se quebram e são descartados após cada uso). Estes itens são, porém, bastante limitados; o jogo quer que você explore, mas também quer que você pense: nem todos os puzzles são óbvios, muitos são difíceis e outros tantos fazem pouco sentido, mas vários podem ser completados com pura lógica. Se não souber o que fazer em seguida e precisar de uma ajudinha, pode usar o amuleto da protagonista, disposto no inventário logo ao início do jogo: use-o nela e receba uma dica sobre o curso de ação. Ah, a propósito — há muito backtracking, e o complexo é de fato enorme… você não voltará a jogar este jogo tão cedo após completá-lo.

Mesmo se eu matar você…

Mas gameplay não é, definitivamente, o que Theresia faz de melhor. Mais do que libertar a protagonista de um lugar terrível, o verdadeiro objetivo do jogo é colecionar suas memórias perdidas e pagar sangue como preço por elas. Páginas de diários de diferentes pessoas estão espalhadas por todo o complexo, e cada uma delas despertará fragmentos de um passado dormente na jovem que você controla. O jogo é todo construído com palavras, acima de tudo, e isso não aplica-se apenas à história principal — cada diferente interação, seja ela simples ou complexa, é seguida de um texto detalhado descrevendo as ações e sentimentos da protagonista. Ler todo o conteúdo textual do jogo é importantíssimo para apreciá-lo de fato. E há muito, muito conteúdo textual — estimo 15 horas de jogo para um jogador de primeira viagem. Isso sem contar o conteúdo bônus, é claro, ao qual o jogador ganha acesso depois de completar o jogo uma primeira vez; parte desse conteúdo bônus é um segundo jogo que se estabelece individualmente e tem inclusive um nome próprio — Theresia: Dear Martel — mas que não deixa de ser um apêndice do primeiro. Dear Martel usa a mesma mecânica de Dear Emile, mas personagens e cenários não são os mesmos. Este jogo é, entretanto, muito mais curto que o primeiro, e a historia tem muito menos força — ela serve, entretanto, como uma base que molda e dimensiona o universo da primeira.

Você pertencerá a mim… para sempre…

Eu gosto de Theresia. Gosto mesmo. A atmosfera sombria, as belas imagens — Theresia é um jogo artesanal e muito bonito. E a historia, tecida pelas delicadas relações entre personagens frágeis e complexas, assombra e encanta aqueles que param para de fato escutá-la — que apreciam suas nuances, suas minúcias. O elemento “terror” de Theresia transcende os sustos baratos e os elementos sobrenaturais — o sentimento depressivo e sufocante, quase claustrofóbico, que paira sobre o jogador pela duração do jogo, é o que verdadeiramente dá ao título o direito de sustentar essa classificação. Se o seu estilo de survival for algo paralelo a títulos que seguem a linha Resident Evil de terror, passe longe de Theresia. Se você for do tipo que acha textos em jogos um aborrecimento — ou, para ilustrar, se até hoje você não faz ideia o que cargas d’água o Professor Carvalho diz na introdução de Pokémon Red/Blue/Green/Yellow — igualmente. Mas se você, assim como eu, aprecia o valor de uma boa historia… dê uma chance a Theresia. Se persistir, garanto que será bem recompensado/a.

Por Rika

Feliz Halloween!