We’ll be back! -q

O Neruki-Ya ficou um bom tempo abandonado mas nunca foi esquecido pelos dois malucos que iniciaram essa…coisa. Mas agora estamos reativando o nosso projeto em um domínio próprio, mais bonito, mais saudável(?) e com menos tempo!
Agora estamos no Nerukiya
Se você algum dia chegou aqui por engano e gostou de algum dos textos agora você pode “sem querer” clicar ali e conhecer a nossa nova casa, assim que arrumarmos a porta…e as paredes e talvez umas cadeiras.

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Nova temporada!

E começou a primeira temporada de 2013 e temos…algumas coisas
Bom eu não vou falar sobre todos os animes da temporada mas nem por um !@#$%#@, vou comentar aqui sobre o que eu já assisti e sobre o que acho que irei acompanhar, ou pelo menos tentar…

BokuwaNext

Começando com Boku Wa Tomodachi ga Sukunai NEXT!
Segunda temporada de Boku Wa Tomodachi ga Sukunai que eu já estava esperando, li o mangá, assisti a primeira temporada e pelo que pude ver a segunda temporada parece ser tão engraçada quanto a primeira, resta saber se o equilíbrio entre comédia e o ligeiro romance entre os personagens vai continuar como a primeira.

Rika

Hasegawa Kodaka é um aluno transferido para o colégio católico St.Chronica’s (não lembro o nome em japonês), e que tem muita dificuldade em criar amizade devido a sua aparência, cabelo loiro com mechas escuras, olhar firme e ligeiramente raivoso e para completar quando está nervoso a sua voz falha um pouco e se torna rouca gerando facilmente um tom ameaçador, por acaso ele acaba por criar um clube escolar com outros cinco membros que também possuem dificuldades em arrumar amigos. Nessa temporada Kodaka continua as suas atividades no clube escolar tentando aprender a conhecer novos amigos e tendo que aturar novas loucuras de Mikazuki Yozora e Kashiwazaki Sena, eu espero que outras loucuras iniciadas pela Shiguma Rika e Kusonoki Yukimura também apareçam como no mangá pois são meus favoritos do grupo.

Amnesia

Amnesia me chamou atenção por ser mais uma adaptação de uma ótima visual novel para psp e o anuncio do anime veio junto com o anuncio de uma nova sequencia para o jogo ainda esse ano, ainda não assiti o primeiro episódio mais a qualidade é notável, eu sempre espero que adaptações como essa sejam fieis a fonte ou que as mudanças sejam feitas com cuidado (o que eu acho que é o mínimo que se deve fazer…)

Amnesia

Amnesia começa na manhã do primeiro dia de agosto quando nossa heroína acorda e descobre que não tem nenhuma memória do passado. É então que um garoto aparece para ela e se apresenta como o espírito Orion. E assim ela começa sua luta para recuperar a memória com a ajuda de Orion. Esse inicio me comprou por ser idêntico ao jogo e eu acho ele muito interessante junto com o design dos personagens e ambiente, estou ansioso pelos episódios.

Tamako Market

Tamako Market fala sobre Tamako Kitashirakawa uma jovem que ama Mochi e é a filha mais velha de uma família que possui uma bela loja especializada em Mochis no centro comercial da cidade. Certo dia Tamako encontra uma estranha ave falante chamada Dela Mochimazzi que habita sua casa e possui uma personalidade bem peculiar. O anime segue o dia a dia de Tamako, seus amigos, sua família e da peculiar ave.

Tamako

Eu gosto de animes bizonhos, engraçados e afins, este me parece mais uma boa produção da KyoAni responsável também por K-On! e Hyouka, o que me atrai pelo traço e porque me parece bem agradável de assistir, assim como K-On! sempre me agradava depois de passar o dia inteiro programando, nada de tramas mirabolantes ou enhentos episódios por nada, afinal a proposta é mostrar a vida dessa jovem que parece ser bem interessante apesar de ser algo simples(tal como Hyouka foi).

GJ-Bu

GJ-Bu é mais uma adaptação de uma light novel moe de comédia feita pelo estúdio Dokabogo(responsável por Yuruyuri), a novel tem o estilo “first four-panel novel” que funciona de uma forma bem simples onde cada capítulo (ou estória) é contada em quatro páginas todas ilustradas.
A novel acompanha Shinomiya Kyouya que é forçado a fazer parte do GJ, um clube não identificado que reside numa sala de uma certa escola. Nesse clube ele encontra alunos bem diferentes, para não dizer os mais estranhos que sequer sonhou em conhecer.
GJ-Bu2

Mais um que eu ainda não assisti o primeiro episódio mas pretendo acompanhar pelos mesmos motivos de simplicidade, o estúdio anunciou que o anime vai ser mais um spin-off da novel do que uma adaptação cem por cento, o que eu acho muito interessante apesar de não conhecer a novel ainda. Mas os personagens são o ponto forte aqui, Mao Amatsuka uma menina baixinha que tem um temperamento forte e não consegue controlar a língua, Megumi Amatsuka irmã mais nova de Mao, uma garota com rosto e atitudes angelicais porém seu comportamento bipolar afeta drasticamente o ambiente certas vezes, Shion Sumeragi uma menina genial com alto reconhecimento por vir de uma família grande e com diversos gênios em diferentes áreas porém, ela é completamente sem noção as vezes e falta conhecimento de coisas simples da vida como preparar macarrão instantâneo ou andar de metrô, por fim o grupo principal ainda tem Kirara Bernstein uma garota misteriosa com orelhas de gato que muitas vezes age como um animal, está sempre com fome e costuma referir a si mesma sempre na terceira pessoa.

E por enquanto é isso, talvez eu adicione alguns animes em outro post, tenho minhas dúvidas quanto alguns mas irei procurar mesmo assim…

Por Yune.

Fim das “férias”, metas e bobagem!

Ayo bípedes, mamíferos e entidades inteligentes, aqui é o Yune a pessoa que posta e esquece de se identificar. e-e/
Cá estou anunciando a volta de “férias” dos escritores do Neruki-Ya. NOBODY CARES -q
Começando o ano, feliz whatever para todos vocês e vamos com as nossas metas para o ano:

  • Criar um template decente
  • Fazer com que os possíveis leitores parem de cair aqui por meios banais do tipo pesquisar por “hentai”+”tentáculos”+”chaves” e derivados… e-e”
  • Melhorar cada vez mais no conteúdo e trazer notícias (de nosso interesse)
  • Surtos! -q

Existem outras metas, claro, mas com o tempo elas vão aparecer para tornar o blog algo decente mais interessante.(tipo colocar lasers no teto e mudar a piada da Central de Suporte…)

Warcraft books

E aproveitando, vamos falar um pouco das nossas nerdices, alguns dos nossos jogos preferidos como Pokémon e Warcraft, bem eu prefiro não falar sobre o novo jogo de Pokémon já que é mais favorito da Rika do que meu mas, sobre Warcraft a Blizzard pretende lançar mais livros contando a história do jogo e de novas expansões do World of Warcraft, o que é uma ótima ideia já que o público gosta muito da trama do jogo, eu espero que essas novas edições também sejam lançadas aqui no Brasil como foram “Maré da Guerra” e “A Ordem” mas o que me incomoda é o fato de que a Blizzard está enrolando muito para anunciar mais traduções de livros que já existem sobre Warcraft, eu gostei da tradução de “Tides of War”(Maré da Guerra) apesar de ainda preferir o original por ter jogado sempre em inglês mas realmente gostaria de ter a coleção inteira em português, é esperar para ver.

Ragnarök Online II Parte II [Cobertura]

yuenrika

Parte I aqui.

Feliz ano novo! Bom, ou quase. Já que o tema de Natal foi Ragnarök Online II: Legend of the Second, nada mais justo que o tema de ano novo ser esse também. Mas, infelizmente, dessa vez, as notícias não são tão boas. Se você está acompanhando o lançamento do OBT, certamente já sabe do que estou falando.

No post anterior, eu declarei que a abertura do OBT seria às 5 da manhã, horário de Brasília, do dia 27 de Dezembro. E eu não me enganei, era isso mesmo! Mas, em uma triste guinada do destino, a Playpark voltou a fechar o server e declarou que, de fato, a abertura oficial só se daria dia 3 de Janeiro. E por que isso? Capacidade insuficiente do server. É mole? Um server internacional, em pleno OBT, com capacidade insuficiente! E por isso estão sendo realizados diariamente, até dia 3, uma série de stress tests, dos quais todos podem participar — importante notar, entretanto, que os personagens criados durante esses stress tests serão devidamente apagados para o OBT. Mas ajuda a matar a vontade! Para saber mais sobre os horários dos stress tests, acesse o Facebook oficial do server:

http://www.facebook.com/PlayRO2

Mas não vamos começar o ano em uma nota ruim! Além dos três eventos anunciados no último post, cinco atividades abrirão o server. Elas são Welcome back to RO2, Online King, Upgrade your Mount!, Prontera Last Fortress e Card Collector. Mais informações sobre as atividades aqui:

http://ro2.playpark.net/post/calling-back-all-asgardians/

E, por fim, a Playpark vai distribuir Newbie Packages para quem loga com o Facebook. Para conseguir o seu, basta seguir essas instruções:

http://www.facebook.com/notes/ro2/guide-how-to-get-your-ro2-obt-newbie-code/144584169026949

E as novidades acabam por aqui! Um excelente ano novo para todos os leitores do Neruki-ya, com muita comida e fogos de artifício! Nos vemos em 2013!

por Rika

Ragnarök Online II Parte I [Cobertura]

ro2

Ho ho ho, feliz Natal! Papai Noel foi generoso esse ano com todos os fãs de Ragnarök Online. Depois de tanto lenga-lenga, finalmente será lançado, dia 27 deste mês, o Open Beta internacional de Ragnarök Online II: Legend of the Second. Como os fundadores desse blog são jogadores de longa data do jogo original, o Neruki-ya cobrirá, nesses próximos dias que seguem, a esperada, polêmica sequência do famoso MMORPG.

Segue o site oficial do OBT:

http://ro2.playpark.net/home/

O client já está disponível para download e instalação, mas os servidores só abrirão portas dia 27 às 5h, horário de Brasília. A Playpark, responsável pelo lançamento do server, é uma empresa internacional vinculada a certos países asiáticos, especificamente Singapura, Malásia, Vietnã e Tailândia. O site de download do jogo está acidentalmente bloqueando o IP de muitos jogadores que não moram em um desses quatro países, portanto, se você estiver tendo esse problema, um grupo de brasileiros hospedou-o no seguinte site:

http://www.4shared.com/file/j4njiNzc/Ragnarok2_ver12exe.html?

A propósito, três eventos comemorativos abrirão o server! Para os poucos sortudos que participaram do Closed Beta que aconteceu nas primeiras semanas de Dezembro e cumpriram certos requisitos, será presenteado um Mark of Beta PecoPeco Hat, como o da imagem:

Além disso, está rolando uma série de mini quizes no Facebook oficial do server. Tongtong Pukui Hat é o prêmio que será sorteado entre os jogadores que responderem as perguntas corretamente, um ganhador por quiz. O hat é esse:

pukui

Facebook oficial do server aqui:

http://www.facebook.com/PlayRO2

Por fim, o evento mais interessante acontecerá quando o Facebook oficial do server atingir um total de 100 mil likes. Se isso acontecer, todos os jogadores que tiverem ao menos um personagem level 10 em sua conta até o dia 30 de Dezembro ganharão 5k RO2Cash.

Informações detalhadas sobre o evento aqui:

http://ro2.playpark.net/post/extended-like-us-on-fb-for-free-ro2cash/

Animados para o dia 27? A equipe do Neruki-ya também! Nos vemos lá, e um feliz Natal!

por Rika

Ib & Majo no Ie [Análise Comparativa]

Fiquem mesmerizados com minhas incríveis habilidades de edição!

Terror é um gênero interessante. É um gênero que pode vestir uma diversidade de máscaras diferentes, e um dos poucos que se permitem negligenciar certos aspectos para enfatizar outros. Historia, atmosfera, sonoplastia, o caminho escolhido varia não só de espécime para espécime, mas também de mídia para mídia — no final do dia, entretanto, a grande questão é sempre a mesma: e aí, dá medo? Um jogo de terror, em especial, pode ser classificado como bom ou ruim independente de gráficos ou jogabilidade, desde que cause ou não aquele famoso friozinho na espinha. Um bom exemplo, bastante recente e devidamente hypado, é o polêmico Slender: enquanto gráficos, historia e jogabilidade são coisas que Slender não conhece, a atmosfera que o jogo cria é simplesmente aterradora, e isso basta para torná-lo um título de terror respeitável. Então, para criar um bom jogo de terror, basta fazê-lo assustador o bastante, certo? Certo, mas aí é que está — não é qualquer coisa que dá medo. Enquanto terror é um gênero que requer muito pouco, aquilo que ele requer é muito difícil de se conseguir, e o resultado é uma quantidade lastimável de jogos de terror realmente bons — isso é o que o torna um gênero interessante. O lado bom? Qualquer um pode tentar fazer terror, e de fato, a maior parte dos sucessos relacionados ao gênero partem não das grandes empresas de games, mas de autores anônimos, mesmo. Esses autores anônimos possuem uma coisa que as grandes empresas não têm: liberdade artística, e direito à simplicidade. De fato, uma receita fadada ao sucesso é terror mais simplicidade. Terror simples — e isso é tão difícil de se realizar quanto soa — é uma das formas mais efetivas de terror. Não coincidentemente, uma das plataformas mais procuradas nos últimos anos para realizar terror é o RPG Maker, certamente não conhecido pelos maiores exemplos de gameplay e gráficos da indústria de jogos. Os dois jogos que vou analisar e comparar hoje foram criados com essa plataforma, e, também não coincidentemente, por autores anônimos. Senhoras/es, apresento-lhes Ib e Majo no Ie!

Bear with it! Ba dum tsshh…

Já que Ib foi previamente abordado aqui no blog, vamos falar um pouco sobre Majo no Ie. Também conhecido como The Witch’s House, o jogo é um puzzle solver criado pelo desconhecido Fummy com o RPG Maker para o PC. Ib e Majo no Ie são dois jogos bastante interessantes de se comparar por serem precisamente dois lados de uma mesma moeda. A descrição de Majo no Ie não é semelhante a de Ib por mero acaso — de fato, e um bom observador já terá notado isso através das print screens de ambos os jogos dispostas neste post, os dois títulos são muito parecidos. Gráficos, sonoplastia, dinâmica, jogabilidade e até atmosfera são de fato muito semelhantes. E a apresentação — uma adorável, jovem protagonista presa em um atmosférico mundo de loucuras e perigos — é, até certo ponto, precisamente a mesma para os dois títulos. Mas, de fato, por mais semelhantes que pareçam, os jogos são precisamente opostos um ao outro. Arrisco até dizer que Ib e Majo no Ie são o mesmo jogo, construído através de perspectivas diferentes.

Anel, onde está o meu anel…?

Ib começa bastante inofensivo, e a cena de abertura certamente pega o jogador desavisado de surpresa. Quando as luzes se apagam e todos os visitantes do museu somem, o mais cético dos jogadores acaba levantando uma sobrancelha diante do estranho fenômeno que se segue — de repente, um jogo 2D com gráficos deploráveis torna-se, vejam só, assustador. Desde que ambientada corretamente, a cena de abertura de Ib pode causar sinceros frios na espinha — a atmosfera é simplesmente brilhante. Com Majo no Ie, não é diferente; os primeiros momentos dentro da casa da bruxa podem ser absolutamente aterradores para um jogador de primeira viagem, não por serem particularmente assustadores — bem, são — mas por serem completamente inesperados. Entretanto, depois das cenas iniciais, os jogos começam a seguir caminhos diferentes; precisamente opostos, na verdade. Depois que Ib é sugada para dentro do quadro e recebe sua rosa, o jogo perde bastante do elemento suspense e começa a focar unicamente nos puzzles. O suspense só vai de fato reaparecer com força um pouco mais para frente, quando a jovem protagonista começar a interagir com as outras componentes do elenco. Em Majo no Ie, isso não acontece — o suspense nunca se perde de fato, embora tenha picos e nuances bem demarcadas ao longo do enredo. Se Ib suaviza o elemento terror em prol de historia e personagens, Majo no Ie mantém, de forma quase opressiva, a atmosfera de suspense por toda a duração — inteligentemente curta — do jogo. De fato, o que torna esses títulos respeitáveis é sua capacidade de focar certos aspectos sem negligenciar outros completamente; quotando o primeiro parágrafo deste post, terror é um dos poucos gêneros que “se permitem negligenciar certos aspectos para enfatizar outros”, o que absolutamente não significa que essa negligência seja necessária ou sequer recomendável — é apenas possível. Ib pode não ser absolutamente aterrorizante, mas armado com um arsenal de interessantíssimos jumpscares, sempre muito bem cronometrados,  faz-se atmosférico e sombrio por toda sua duração. Majo no Ie, por sua vez, pode parecer seguir um enredo bastante genérico a princípio, e é exatamente por isso que mesmo o jogador mais atento vê-se surpreendido pelo desfecho de sua historia.

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Espelho, espelho meu…

A gameplay, para ambos os jogos, é praticamente a mesma. Você move Ib e Viola com as setas do teclado; seu objetivo é interagir com objetos para resolver puzzles, e fugir de inimigos quando necessário. Mas as diferenças estão lá, e são significativas: começando com a dificuldade, os puzzles de Majo no Ie são muito mais complexos do que os de Ib, o que não é nada surpreendente. Ib é um jogo, nas palavras de seu autor, feito para que “todos possam completá-lo”. O motivo para isso é simples o bastante: Ib é, mais do que um jogo, uma historia, contada através de uma plataforma interativa. E se Majo no Ie também conta uma historia, o foco narrativo é outro — ao fazer o jogador desavisado concentrar-se em puzzles complicados, Majo no Ie consegue pregar sustos muito eficientes. Também não coincidentemente, se Ib investe em diálogos e em bifurcações de enredo — para efeito de comparação, Ib possui 5 finais diferentes e Majo no Ie, 3 variações de um mesmo final –, Majo no Ie possui uma quantidade muito mais significativa de sequências de perseguição. Além disso, Majo no Ie possui um sistema de armadilhas — uma escolha errada, e adeus Viola — enquanto em Ib, as personagens podem recuperar seu HP e, com apenas algumas raras exceções, não há mortes instantâneas. Notável como Fummy deixa seu jogador irremediavelmente apreensivo na espera agonizante pelo próximo susto, pela próxima armadilha, por toda a duração do jogo. Isso, Ib não faz: não apenas pelos motivos já citados, mas a presença de outras personagens em torno da encurralada protagonista dá ao jogador um senso de segurança que ele não sente ao guiar a solitária Viola pela sombria casa da misteriosa bruxa. Ao mesmo tempo, Majo no Ie perde bastante em caracterização por não cercar Viola de personagens com que ela possa de fato interagir — exceto pelo gato preto, talvez.

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Bom, não deixa de ser um jogo de terror…

Tendo sido expostas as diferenças, as semelhanças são muitas, e bem demarcadas. Gráficos e sons são bastante parecidos, a atmosfera é semelhante e até a historia possui pontos em comum. Mas, mais do que tudo isso, a atenção ao detalhe é muito presente e bastante significativa para os dois títulos. É recomendável, ao se jogar tanto Ib quanto Majo no Ie, voltar aos quartos já visitados e interagir com objetos já utilizados mais do que algumas vezes — aquele espelho pelo qual você passou pode se quebrar se você voltar após completar um puzzle, aquele livro pode dizer outra coisa se você lê-lo novamente após descobrir algo sobre o enredo que não sabia antes. Esses pequenos detalhes, de qualquer outra forma insignificantes, criam uma angustiante atmosfera de antecipação que sinaliza um perigo iminente, desconhecido; esses agonizantes, opressivos momentos que antecipam o que está por vir, desde que bem administrados, podem ser muito mais aterradores do que o fato consumado.

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Não seja redundante. Como você espera encontrar tesouras na casa de uma bruxa? Limpas?

Bem, sem mais delongas. Vamos ao veredicto! É possível afirmar que um jogo é melhor que o outro? Afinal, embora sejam muito parecidos, Ib e Majo no Ie são, como já dito anteriormente, lados diferentes de uma mesma moeda: são jogos irmãos, que se complementam — um faz o que o outro deixa de fazer. Enquanto isso é de fato verdade, não podemos esquecer que Ib e Majo no Ie são títulos completamente independentes um do outro, criados, inclusive, por autores diferentes. E, embora sejam ambos jogos muito bons, têm cada um seus erros particulares de execução. Ib acaba sendo, definitivamente, o jogo superior — o que é, de fato, irônico, já que o título não segue a linha clássica de terror descrita no primeiro parágrafo deste post. Ib não coloca o medo como seu objetivo maior, atitude muito ousada e diversas vezes depreciada pela indústria de jogos de terror. Há o medo como elemento indispensável, obviamente — ele só não é enfatizado. E enfatizar o medo não é imperativo a um bom jogo de terror, desde que ele esteja lá. Mas ser mais ousado não é a única coisa que coloca Ib a frente de seu oponente: Ib é melhor naquilo que faz do que Majo no Ie, por assim dizer. Para ilustrar, o jogador tende a sentir mais simpatia pelas personagens de Ib do que medo das assombrações de Majo no Ie. E, no final do dia, Ib tende a ser um jogo muito mais memorável. Majo no Ie é, entretanto, um título respeitável que consegue olhar Ib nos olhos como poucos outros conseguem. E, afinal, fica sempre ao gosto do freguês: muitos vão achar Majo no Ie superior a Ib, pois os jogos possuem perspectivas opostas que se adequam a diferentes gostos. O que vale é jogar e decidir por si mesmo qual agrada mais.

Para jogar Majo no Ie, faça o download do jogo no seguinte website:

http://vgboy.dabomstew.com/other/witchhouse.htm

Para jogar Ib, acesse o post sobre o jogo no blog:

https://nerukiya.wordpress.com/2012/09/05/jogo-ib/

 

por Rika

Shin Sekai Yori

Eu sei, mais problemas com atraso e etc…culpem alguém aí e divirtam-se!

Eu planejava fazer um megapost sobre a temporada de Outubro mas já não há tanto tempo para isso, então eu decidi falar um pouco sobre o que estou acompanhando nessa temporada e quais as minhas apostas, um anime de cada vez.
Começando por, Shinsekai Yori.
Novo Mundo

Shinsekai Yorié adaptado da light novel de mesmo nome, escrita por Yusuke Kishi, autor da novel The Crimson Labyrinth que eu pretendo comentar em outro post.
O anime se passa no japão um milênio no futuro, após a humanidade ser substituída por uma nova raça que possui habilidades sobrenaturais como telecinesia e certas variações.

A história gira em torno de um grupo de jovens, a protagonista se chama Saki Watanabi, que despertou suas habilidades sobrenaturais bem depois de seus amigos de infância Shun Aonuma, Satoru Asahina, Maria Akizuki Mamoru Itou. Juntos eles estudam e aprendem a dominar seus poderes  em uma escola acadêmica para os jovens.
Com o ponto de vista quase sempre da protagonista Saki, ela e seus amigos vivem quase que em uma utopia onde esses novos humanos controlam seus poderes perfeitamente e seguem rigorosamente as regras sociais impostas pelos chamados “Anciões”.

Até onde vai a perfeição dessa utopia e criaturas tão superiores?

O anime tem quase sempre um visual sereno muito bem feito, muitas cenas onde é possível ver a beleza e perfeição desse “novo mundo” e como eles são bem diferentes de nós, os novos humanos vivem em grandes cidades que são muito mais parecidas com vilarejos do japão antigo, a natureza está sempre presente e tudo parece fazer parte dela, formando um contraste enorme a nossa situação atual.
Nessa nova humanidade, os jovens começam a despertar seus poderes geralmente depois dos dez anos de idade, podendo variar bastante depois disso, a partir do despertar, uma série de rituais é realizada a fim de que o jovem consiga obter um certo nível de controle de suas habilidades para poder frequentar a escola.
Os professores da escola se mostram muito calmos, mantendo a seriedade e controle acima de tudo, pois é neste local que os jovens aprendem matérias parecidas com as nossas atuais e também a ter mais controle sobre seus poderes e a seguir mais regras.

Mas no inicio tudo era assim tão pacífico?

O começo do primeiro episódio é algo realmente intrigante, a cena é completamente o oposto do que é mostrado no resto do episódio inteiro. É praticamente um massacre feito por crianças e adolescentes que parecem estar usando algum tipo de habilidade e tudo se passa na Tóquio atual.
Não se parece um ataque organizado nem nada do tipo, mas não parece um incidente também, o suspense se torna ainda maior por não saber até onde os personagens do “novo mundo” sabem sobre isso, se é algo de sua história e como isso é retratado na vida deles.
Pouco a pouco esses humanos superiores se mostram com certos defeitos, principalmente os adultos que parecem sempre estar escondendo algo, muitas vezes parece ser apenas uma coisa de pais sendo cuidadosos mas outras vezes parece ser todo aquele controle inicial se mostrando com mais frequência.


“Demônios? monstros? no mundo perfeito?”

Outra coisa que chama muita atenção são as lendas dentro do cotidiano das crianças e jovens, a mais falada e temida é a de um gato fantasma que sequestra crianças que usam seus poderes sem supervisão de adultos ou abusam deles sem motivo. Outra lenda que faz parte de um livro usado nas aulas conta sobre um garoto muito inteligente que cresceu muito orgulhoso de sua superioridade, rapidamente ele foi se isolando das pessoas e criando um grande karma dentro de si…por fim ele perdeu toda a sua humanidade e se tornou um “Demônio de Karma” que destruindo o que havia ao seu redor, mesmo na solidão ele percebeu que a sua existência só piorava o mundo e dirigiu o seu corpo até o fundo de um pântano, onde se afogou em silêncio…

Outras histórias são apresentadas em sala de aula e em conversas entre os alunos, sobre criaturas assustadoras, desaparecimentos, mortes e tudo isso trás um suspense ainda maior entre os personagens pois nem eles sabem no que acreditar as vezes.
Isso tudo causa um impacto muito forte nos episódios seguintes, quando tudo começa a se mover de verdade e mesmo que sem querer, aquele grupo de jovens começa a se aventurar nesse mundo e desvendam coisas sobre o passado e até mesmo sobre o presente que eles achavam conhecer bastante. Pouco a pouco uma cortina entre a utopia e o desastre vai se mostrando e mais dúvidas vão surgindo na trama e nos personagens que se perguntam entre saber ou não o que aconteceu ou se existe outra realidade.

E então, vale a pena?

Bem, inicialmente eu faria uma review do que eu achei até onde eu assisti, que foram todos os sete episódios que saíram até agora, mas, como eu realmente não quero dar spoilers porque eu realmente acho que esse anime vale a pena e estou aqui apostando nada mais do que a minha dignidade, irei apenas falar sobre as primeiras impressões.
Tem uma animação muito bem feita da A-1 Pictures que é famosa por certos títulos populares atualmente como Aoi no Exorcist, Persona, Fairy Tail e outros, vale dizer também sobre o 3D dentro de certas partes que é lindo e consegue se encaixar bem onde foi posto, geralmente na parte das lendas, que traz bastante surrealismo.
Os personagens são bem interessantes, cada um com uma personalidade distinta mas que parece ser meio escondida atrás de todas aquelas regras.
Sem comentários sobre a trama, toda essa sinopse me comprou na hora!
Agora sobre o a light novel, eu ainda não li nada e tudo que sei é que ela mostra ainda mais a diferença desses novos humanos e se mostra bem mais adulta tanto que contem bastante ecchi e possui um pouco mais de contos e explicações que tornam a obra mais completa. Eu realmente preciso ler isso!
“Finalmente um anime que o Yune aposta e não tem yuri nem yaoi!” – Fail, o anime e light novel contém sim yuri e yaoi e o estúdio de animação confirmou que vai rolar no anime também! also, vão se catarem /o/
Por fim eu tenho a obrigação de comentar sobre a trilha sonora que é simplesmente impecável! sem mais.
E vou adicionar um pouquinho dos 40 segundos iniciais que me fisgaram completamente para essa aventura(bem pouco!) além do encerramento que eu acho maravilhoso.

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